Então pessoal, peço mil desculpas por ter passado tanto tempo sem escrever pro Blog. Eu tive meus motivos, pois passei por uma fase muito complicada aqui antes de finalmente ter tudo ajustado e de repente num espaço de apenas um mês tudo ter mudado completamente.
O que aconteceu é que após muita luta e negociação consegui me livrar de uma vez por todas do meu Problemático (com ‘P’ maiúsculo) colega de apartamento africano. Como já está tudo resolvido há mais de duas semanas eu vou tentar ser breve, pois não quero ficar gastando linhas e linhas do meu blog com o que não vale à pena.
Primeira coisa, aprendam a lição comigo. Caso você seja um intercambista, não se mude com qualquer pessoa só porque você está desesperado pra achar um lugar pra morar logo. Mais vale você se sacrificar quanto tempo leve gastando duas horas e meia pra chegar no trabalho até achar um lugar e pessoas certos que cometer um erro como esse.
O que aconteceu é que eu me mudei com um sujeito trapaceiro e muito desconfiado que atrasou bastante o aluguel e todas as outras coisas relacionadas ao apartamento. E ainda tinha a cara de pau de reclamar das pessoas, disso, daquilo. Enfim, passaria horas listando o quão problemático era viver com esse rapaz africano. Jamais vi um nível tão grande de irresponsabildade. Como uma pessoa vem de um país tão pobre e necessitado (Benin, na África) e desperdiçava tanta comida, fazia tanta sujeira e não dava valor a nada. E ainda por cima esse sujeito de 26 anos já é pai de uma menina de 5 anos de idade! Para mim ele é um desastre ambulante. Não gosto de julgar ninguém, mas eu tenho toda a certeza do mundo que aquele cara ainda vai pegar um problema muito sério na vida dele por se meter em tantos problemas.
Bom, o sujeito foi embora e não tem mais nenhum negócio comigo. Mas como a vida é sempre uma caixinha de surpresas, e num é que o negão acabou resolvendo minha vida sem querer? Ele num faz ideia. O indiano (o Amit) que ele acabou trazendo quando estávamos desesperados para achar alguém para dividir apartamento resolveu ficar (ele ia embora porque também não estava mais suportando o africano). Eu fiquei bastante amigo dele, e ele acabou trazendo um amigo do trabalho pra se juntar a nós. Esse amigo dele, o Rohit, é um cara muito gente fina e faz um tipo mais sério e responsável que o Amit. Extremamente organizado, fez o favor de concertar tudo que estava precisando de concerto no apartamento (chamou eletricista pra concertar a tomada do arcondicionado que tinha quebrado, entre outras coisas). Contratou uma empregada, ficou no pé dela pra ajeitar a casa todinha que estava uma bagunça.
E não é que o apartamento agora tá uma beleza? Tudo limpinho e a empregada ainda por cima lava minha roupa! Agora eu só me preocupo em cozinhar! Que é algo que gosto (e que por sinal, pessoas de Aracaju, eu estou ficando realmente bom nisso, sério!).
E uma semana depois de ter ajeitado tudo, no quarto pequeno onde ficava o africano agora temos uma colombiana, a Natália! Muito gente boa ela, apesar do inglês dela ser complicado de entender e ter um sotaque espanhol pesadíssimo. Ela é muito organizada e bem humorada. Muito bom acordar, ir pra cozinha e dizer “Buenos dias!”. Ela responde numa alegria, muito bom!
Voltando de novo no tempo. Em conjunto com os problemas que eu estava tendo com o apartamento, eu já estou solto no mundo outra vez... sempre estive né! Acharam o quê, que eu ia criar limo com alguém? Pois então, da próxima vez serei mais específico com o termo namoradinha. Vou ser mais sincero para não confundir a cabecinha de vocês. A minha peguete, Shruti, sim, peguete, agente acabou que não estamos nos vendo mais e tal, nunca fomos nada oficial, mas como eu passei um mês inteiro pegando ela eu dei a ela o título de namoradinha . Sabe como é, a vida aqui em Mumbai não é fácil! São literalmente centenas de caras para cada menina. E o pior, desculpem o linguajar, mas 90% deles fazem o tipo nem-fode-nem-sai-de-cima. Vocês não sabem quantas vezes nos clubs eu já recebi um “ei, elas estão comigo!” de caras que ficam pagando bebida para as meninas, tudo, mas não tomam atitude nenhuma e ficam bem bêbados fazendo nada. Essa semana foi o cúmulo! Eu estava no maior dancing-with-myself (dançando comigo mesmo) perto de duas garotas, sem intenção alguma, eu tava ali na minha dançando sozinho, de repente chega um rapaz, “ei, elas estão comigo!” e as meninas começaram a reclamar de mim, e eu só pensando “que porra é essa?”. Aí meu grande amigo indiano, o Kishor, falou pra elas “ei, o rapaz tá dançando no espaço dele, se ele tá perto, a vá, agente tá num club, todo mundo dança perto”.
Bom, nesse mesmo dia e lugar eu vi uma garota de boina dançando sozinha (primeira vez que vejo uma garota completamente sozinha num club). A vítima perfeita não? Bom, não vou entrar em detalhes do cafezinho e da conversa que tivemos depois do club, mas 2 x 0 pra mim na Índia! Vocês iriam adorar saber o nome dela, porque é um nome brasileiro, não muito comum, mas é um nome duplo com um sobrenome totalmente brasileiro. O motivo é porque ela vem de uma família católia. Enfim, vou manter o mistério, caso ela vire minha namoradinha... ah tábom! Minha peguete... eu revelo.
Antes que as senhoras e senhoritas de família venham me dizer que sou um putão, não sou! A culpa não é minha! Talvez alguém desperte o velho Leonardo adormecido que os meus bons amigos conhecem... por enquanto é esse que tá aí se divertindo e colecionando muitas histórias pra contar.
Enfim! Tudo mudou! Tudo mudou muito em menos de um mês! Como diz uma música que gosto e me apoio muito (uma das tantas de heavy metal que funcionam quase como minha religião) “A vida é como um jogo, nunca desista, pois ela nunca será sempre a mesma coisa”.
Antes de finalizar este post, com certeza outras histórias de menor relevância (ou não, hehe) devem ter acontecido, mas não estou muito lembrado nem quero fazer do meu blog meu diário né!
Um abraço pessoal, em breve, no natal, viajarei para Chennai, lá no outro lado da Índia para visitar meus amigos aracajuanos Daniela e Anderson e diminuir um pouco a solidão que sinto de passar um natal longe da minha família e dos meus bons amigos. Se eu sinto saudades? Caras, às vezes eu tenho que dizer pra mim mesmo quando penso quanto tempo estou sem ver minha mãe e quanto tempo ainda falta pra ver ela e todos os meus amigos e famliares, “nem pense muito nisso, nem pense muito nisso...”. Tirando isso estou muito feliz agora, minha evolução pessoal continua num rítmo que me traz cada vez mais felicidade e realização pessoal. Até mais pessoal!