sexta-feira, 8 de julho de 2011

O sim parece não, o 7 parece um 6 e o 4 parece um 8...

Olá pessoal! Fui para Thane todo dia desde então e apenas para fazer pouca coisa. Um dia fui para abrir a conta no banco indiano HDFC e no outro fui lá finalizar o processo e buscar meu cartão. O legal é que no primeiro dia um colega do escritório foi comigo e agilizou o processo falando em hindi. Na verdade ele foi essencial porque, assim como no Brasil, o tempo de atendimento aos clientes encerra lá pelas 3 e meia da tarde, então o meu colega deu um 'jeitinho' indiano pra que eu adiantasse o processo. Nesse meio tempo e antes disso, eu tive um bocado de palestra enfadonha sobre coisas que eu já tinha visto com muito mais detalhes na ACE Conference, mas pelo menos foi legal almoçar de graça comida indiana bem apimentada (na verdade a vantagem foi poder comer sem precisar sair por aí nessa cidade enorme pra procurar um lugar). Certo, antes de explicar para vocês coisas que têm haver com o título dessa postagem, preciso mesmo que de graça, fazer um jabá sobre o Samsung Galaxy com Android. Galera, fudeu! Se acaba a bateria desse troço eu não sei o que será de mim! Além de estar podendo tuitar, falar no g-talk, whatsAp, facebook e tudo mais de qualquer canto de Mumbai, o principal... Eu tenho google maps com minha localização! Vocês fazem ideia do que é isso? Já jogaram videogame de carro onde você tem o mapinha e vai pra onde quer? (como gta ou the driver). Imagine! Eu não me perco mais! E com isso ontem mesmo, sentado num dos prédios da Tata (a empresa onde trabalho), sem o almoço apimentado grátis, tive a ideia genial de procurar um Mc Donalds, mas era longe, procurei um Subway, longe também, aí fui lembrando de nomes famosos... Pizza Hut! E num é que tinha uma há 10 minutos de caminhada de onde eu tava? Putz! Perfeito! Comi uma pizza deliciosa e absurdamente picante, mas pelo menos a Pepsi era bem gelada (já disse pra vocês que indiano é igual minha mãe, gosta de tomar líquido sem gelo e natural?). Desde então essa maquininha poderosa virou meu vício e minha salavação! (sim, quem me conhece sabe que me perco por aí facilmente!). Enfim, fim do jabá, se um dia esse blog ficar famoso vou pedir Royalties à Samsung pela propaganda. Bem, o que quis dizer nesse título é que, sabem aqueles cachorrinhos que agente bate o dedo e ficam balançando a cabeça? Aqueles que tem gente que põe no carro. Pois é! Aquilo é um 'sim' pros indianos, mas aquilo lembra muito o nosso não! Pensem na primeira vez que peguei taxi, perguntei: 'can you take me there?' ('pode me levar lá?'), o taxista respondeu 'acha! acha!' e balançando a cabeça desse jeito, e eu falei 'can you?' ('você pode?'), e ele 'acha! acha!', e balançando dessa forma. O que pensei... 'bom, esse movimento me diz que não, mas a expressão dele me diz sim! Foda-se, vou entrar no taxi.' e consegui chegar no meu destino. Bom, até agora (acabo de completar uma semana na Índia) eu sempre tenho que raciocinar uns 2 segundos pra perceber o 'sim' deles. Já os números, eles escrevem em igual quantidade nos lugares tanto do nosso jeito, quanto como é escrito na língua deles. O problema é quando vem na língua deles. Para ir pra Thane eu pego um ônibus (aquele ônibus maravilhoso com ar-condicionado) chamado AS700. Só que no anúncio no topo do ônibus fica um tempo em hindi, e em hindi fica algo como um bocado de letra estranha com algo que parece um 600. Imaginem que eu fiquei encarando aquilo até virar pra inglês e ficar AS700, só que já bem do meu lado, tive que correr loucamente pra dentro do ônibus, bem na marca do pênalti. Então tive uma ideia genial, hoje quando fui no escritório ensinei os números em português e em alemão, aí me ensinaram em hindi! Agora tenho anotadinho os números. Mas só vou pronunciá-los e mostrá-los na mesa do escondidinho lá em Aracaju, afinal eu preciso ter coisas para contar quando voltar né? E pra finalizar, hoje fomos (digo fomos para lembrar pra vocês que não estou sozinho, meu amigo e colega da UFS Anderson tá comigo na maior parte do tempo, só não tá quando estou em Thane, já que lá é só comigo), enfim, num shopping do outro lado (Ghatkopar), o que são quase 2h de trem partindo de Bolivari (onde estamos atualmente), para encontrar com algumas pessoas no nosso mesmo programa (o ACE program) para discutirmos sobre a questão do AP. Lá comi um Subway bem apimentado (sério?). Aquele frango teryaki de sempre (às vezes me pergunto se a galinha aqui na Índia já nasce apimentada). Depois disso fomos para o trem e já um pouco mais da metade do caminho de volta pra Bolivari me deparei com uma criatura que deve ser universal... Uma bixa! Sim, um bixona toda emperiquitada pedindo dinheiro no trem. Ele(a) pedia de uma forma bem peculiar, batia palma uma ou duas vezes. Quando ele chegou até mim, pediu e eu respondi como sempre quando algum indiano aleatório fala comigo em hindi (às vezes me pergunto se pareço um indiano) e respondi 'sorry, no Hindi!' ('desculpa, não sou Indiano', ou algo como isso). A bixa ficou tirando onda com meu 'sorry' eu acho, mas foi embora na mesma hora. A questão é, ele(a) estava falando hindi, mas puta merda! Aquele jeito de falar anasalado (sério, algum fonoaudiólogo precisa fazer pesquisa nisso) que toda bixa tem, era idêntico, igual! Me pergunto cientificamente o que provoca esse jeito de falar característico, sério, se a bixa tivesse falando português seria do mesmo jeito, tal e qual! Enfim, provavelmente tem outras coisas legais que eu posso ter esquecido, mas que fica pra quando eu sentar na mesa do escondidinho lá em Aracaju quando eu voltar. Até mais pessoal!

Um comentário:

  1. Viado é viado em qualquer lugar do mundo!! KKKKKKKKK

    Curti! Continue atualizando!

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