quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Meter!

Olá pessoal! Vamos a mais um fim de semana em Mumbai! De quando voltei da Malásia até a sexta-feira nada muito importante aconteceu a não ser a decoração dos festejos da independência da Índia que estava por todo o escritório (seria legal se eu tivesse tido a oportunidade de me dividir em dois e deixar um metade aqui curtindo as comemorações). Uma decoração bem interessante com as cores da bandeira da Índia (laranja, branco e verde).

Na sexta-feira recebi a visita de uma pernambucana que mora em Bangalore, uma cidade mais ao sul da Índia. Ela havia feito uns contatos para se hospedar aqui e acabou não dando certo, eu acabei por ajudá-la hospedando ela aqui em casa. De cara já foi muito legal ouvir aquele sotaque pernambucano característico ao telefone quando ela veio me pedir informações de como chegar até minha casa. Com certeza um sotaque mais familiar que dos outros brasileiros que vivem aqui. O nome dela é Natália.

Nesse dia fomos até a casa do Eliabe, que fica pro lado de Andheri. O problema foi que o Eliabe me passou o endereço da rua com um espaço que não existia (Jeeja Mata road invés de Jeejamata road), o que acabou por burlar meu google maps e fazer com que levássemos mais que o dobro do tempo pra achar o lugar. Bom, chegando lá conversamos com ele por um tempo e foi onde eu descobri o porquê do meu google maps ter falhado em achar o local. A volta foi muito mais rápida e levamos menos de meia hora pra chegar.

No sábado eu dei uma de guia turístico e levei a Natália e o colombiano que está temporariamente hospedado aqui pra conhecer Churchgate e alguns pontos turísticos (Mahalakshmi temple, Gateway of India, Taj Mahal Hotel, essas coisas), foi muito legal e ótimo ter almoçado mais uma vez no café Mondegar (onde fui num dos primeiros dias aqui com o Anderson e o outro colombiano John, lembram?). Nesse meio tempo eu tive a oportunidade de botar moral num taxista que tentou dar aquela robadinha básica na gente. A Natália perguntou quanto tempo ia levar até chegar num lugar lá, e o taxista notando que se tratavam de gringos já foi mandando o 'fifty Rupee!' (50 rúpias), aí foi que eu respondi em hindi 'Tumku kya mee pahgal lagta huin? Meter! Meter!' ('Tá pensando que sou louco? Taxímetro! Taxímetro!'). Num instante o cabrinha disse algo do tipo 'Tá tá! Meter, meter...'. Nem me senti! Botei moral no fi-duma-égua oxente! A corrida custou 30 rúpias.

À noite saímos pra encontrar alguns outros brasileiros, só que num deu nem pra conversar muito com eles, era uma balada e eu num tenho saco pra ficar conversando gritando com o povo, e ainda por cima eu estava puto porque eu estava fedendo e tinha pisado em merda na rua. Espero em breve ter a oportunidade de conhecer melhor os outros brasileiros que moram aqui.

No domingo eu não acompanhei a Natália e o colombiano Wilmar no passeio deles porque eu pretendia lavar e passar umas roupas. Só que eu resolvi deitar na cama pra descansar só um pouquinho... o problema é que esse pouquinho foi a tarde toda! Dormi que sonhei. Então só acabei as tarefas domésticas lá pela noite. Eu havia prometido a eles que ia cozinhar, e foi aí que eles tiveram que esperar pacientemente eu ir no supermercado, comprar frango, fazer o frango, esquentar o arroz e fritar as batatinhas! Além de fazer um brigadeiro. Foi bem legal!

No outro dia a Natália foi embora e fez falta, foi muito legal o fim de semana com uma brasileira por aqui. Após um fim de semana bem divertido o mais interessante que tenho pra contar pra vocês é que uma menina comentou que meu sotaque português é engraçado, parece que falo cantando. Eu ri muito porque pessoas de outros estados brasileiros têm essa impressão do sotaque sergipano, e ouvir isso de uma indiana? Foi bastante interessante.

Ah! Eu já ia esquecendo, um fato muito interessante aconteceu na segunda-feira, eu comecei a dar aulas de português no escritório! Sim, com slides e tudo bonitinho! Foi muito legal ensinar as coisas para aquelas pessoas (inclusive dois caras muito importantes do escritório). Um deles pegou a lógica dos números em português e acertou de primeira dizer 'cento e quarenta e um' pra 141. O engraçado foi meu supervisor tentando falar a palavra 'mulher', e eu já previa isso, porque o som do 'lh' é meio difícil de dizer pra pessoas de outras línguas. Eu me senti muito honrado e feliz por ver aquele povo aprendendo português de verdade. Eu vou continuar uma vez por semana dando essas aulas. Não que eu seja obrigado ou esteja achando ruim, muitíssimo o contrário! A ideia foi minha e eu curti muito!

Bom, além da língua eu dei uma 'introdução' à geografia do Brasil. O legal é que no outro lado do planeta muita gente num sabe nem que no Brasil falamos português e que a capital é Brasília, nem mesmo chutar que a gente fala espanhol como muito americano/europeu faz! Muito indiano num sabe nem o que é São Paulo ou Rio de Janeiro, contrariando o que muita gente pensa que essas cidades são tão famosas assim. Enfim, uma amiga minha aqui acha que eu devo ser louco por ter dado a aula tão naturalmente e rindo sendo que dois dos caras mais importantes do escritório estavam assistindo a aula (e eles dois foram os que mais se divertiram, aliás). Mas eu sou meio louco mesmo, eu num sei distinguir importância de pessoas, por mim pode ser alguém famosíssimo ou uma autoridade absurda que eu num fico nem um pingo nervoso ou trato diferente.

Muito orgulhoso por de alguma forma estar sendo um embaixador do Brasil na Índia, eu espero que vocês continuem a ler o blog e a me apoiar nessa experiência tão diferente! Um abraço!



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Salamat Datang!


Malásia! Sim, viajem boa arretada! Vamos continuar nossa aventura por esse lado de cá do planeta. Muita gente me acha louco por ter tido a coragem de chegar sozinho em outro país (a Malásia) confiando apenas no mapa do google maps que eu havia baixado andes de desembarcar no país. Como eu não tinha internet eu podia apenas ver minha posição atual sem calcular rotas. Enfim, vamos contar as coisas em ordem cronológica né?

Na segunda-feira, lembram daquele casalzinho da historinha de alguns dias atrás? Aqueles que ficavam falando besteirinhas em hindi na minha frente? Pois é! Os dois moram no mesmo prédio que eu e foram ficando mais meus amigos, só que o rapaz desse casal (que posteriormente eu confirmei que são um casal de namorados, então eu estava certo nesse sentido) teve um problema com o apartamento dele, pois a situação do dono do apartamento dele era irregular, pois bem, eu cedi meu sofá por uns dias pra ele não ficar sem teto! Hoje o casal é bem amigo nosso e até tem vindo nos visitar aqui, eles são legais mesmo, e eu noto que agora eles já não fazem de jeito algum brincadeirinha do tipo comigo. E o rapaz achou um apartamento bem perto daqui.

Na terça e quarta-feira nada demais a não ser minha vontade de chegar logo quarta-feira à noite para que eu pudesse pegar o voo para Kuala Lumpur (capital da Malásia). Então, na quarta-feira à noite peguei meu rickshaw e fui pro aeroporto. Aprendi agora uma palavrinha bem legal 'Bayaad' ou algo parecido, que significa 'irmão mais velho' ou seria como se eu estivesse chamando ele de 'brother'. Desde então minha vida com os motoristas de rickshaw tem melhorado um pouco mais.

Bom, devo dizer que aqui o aeroporto é uma burocracia... primeiro os guardinhas de armas pesadíssimas como rifles AK-47 ficam por todo o canto e pedem sua passagem aérea para verificar, só que eles não sabem inglês direito e levam meia hora pra que eles te liberem pra entrar no aeroporto e fazer seu check-in em paz. Depois disso, além da checagem de segurança da bagagem, imigração, etc. sua bagagem é verificada no raio-x de novo antes de entrar na aeronave! Mas tipo, você não tem contato com outro lugar antes de entrar na aeronave, mas mesmo assim você tem essa re-checagem.

Antes de embarcarmos para a Malásia devo afirmar que aeroportos e aviões são lugares muito bons para achar mulher bonita. Os dois comentários que quero dizer aqui são que no mesmo avião que eu havia uma indiana que, sério, ela devia ser carioca, nunca vi uma indiana tão gostosona como aquela, e dava pra ver que ela era indiana (cabelo liso, aquela cara de indiana que ao redor do olho é levemente mais escuro, tudo indicando), mas putz! Que corpão era aquele, ela era carioca, não é possível! E o outro é a aeromoça, cara, eu casava com ela na hora! Velho, muito sei lá, uma cara de japinha só que com o olho aberto como uma pessoa não-japa, uma boquinha linda e putz, parecia uma bonequinha! Ah eu casava com ela sim, pena que eu não tirei foto.

Após 5 horas de viagem e tendo deslocado mais 2 horas e meia de fuso-horário (ou seja, eu já estava a uma diferença de 11 horas em relação ao Brasil, praticamente no fuso-horário do Japão, que são 12 horas) eu finalmente cheguei na Malásia. Eu fui com 50 dólares em espécie e devo dizer que como eu não sabia nada, absolutamente nada sobre a Malásia, a não ser o circuito de formula 1 e as Petronas Towers, eu achei o seguinte 'pronto, o cara aqui no balcão vai me dar logo um milhão! hahahhahahaha'. Ledo engano, o cara me deu 140 Ringgits (a moeda da Malásia) e eu pensei 'ei velho, num era pra trocar por reais não!'.

Bom, eu percebi que o aeroporto era bonitão, mas nada demais, guarulhos é muito maior, mas o que me chamou atenção foi a qualidade do asfalto e dos carros (que ainda assim tinham o sentido contrário em relação ao Brasil, já que eles, assim como a Índia, foram colonizados pela inglaterra). Então durante a estrada eu fui percebendo que eu não estava num país qualquer. O asfalto da estrada era impecável e as casas que eu podia ver eram enormes e muito bem feitas, os prédios também. O aeroporto de Kuala Lumpur fica a 52km da estação de ônibus/metrô KL Sentral (sim, com 's').

Chegando em KL Sentral mandei logo um sorvetinho do Mc Donalds. Achei uma wi-fi e tracei a rota de onde eu estava até o hotel (maravilha!). Fui caminhando pela cidade e ficando bestificado com a qualidade da cidade, de tudo, dos prédios, da limpeza impecável das ruas, tudo! A sensação que eu tinha é que eu deveria estar em algum pais europeu desenvolvido. Bom, o calor de Kuala Lumpur era aracajuano e eu estava suando feito cuscuz, e o pior, a bateria do meu android estava acabando! Mas enfim, mesmo tendo errado a estação e ter percebido a tempo no google maps, eu fui caminhando até o hotel e consegui encontrá-lo.

Um hotel simples, quarto pequeno, mas com o precioso ar-condicionado, energia pra carregar meu android e wi-fi pra traçar as rotas pra onde eu quisesse ir e fica a dica pros que pretendem virar viajantes como eu, peguem um android, baixem o mapa de onde vocês forem antes de chegar lá, caso vocês consigam um chip com internet, perfeito, caso não (o que foi o meu caso), vocês poderão ver ao menos sua posição atual, e toda vez que tiverem contato com uma rede wi-fi poderão traçar um rota, ou seja, vocês terão sempre a cidade na palma da sua mão! (viva a tecnologia! A salvação dos lesos e loucos como eu!).

Bom, até aqui devo dizer que o trem de Kuala Lumpur é invejável, tem ar-condicionado, cobre bem a cidade, ele é 'flutuante', o nível dele é acima das ruas, então quando você está dentro dele é como se fosse sobrevoando as ruas, não é lotado e ainda por cima é barato! Custa de 1 a 2 Ringgits (de 50 centavos a R$1,00), milhões de vezes melhor que o trem da Índia, e  melhor que as linhas mais novas de São Paulo.

O hotel que eu ficava era em Jalan Petaling (rua Petaling). Com isso tenho outro comentário sobre a Malásia. A língua deles é totalmente escrita em caracteres ocidentais, ou seja, nosso alfabeto sem os acentos, como no inglês! Aprendi um bocado de palavra só lendo o que tinha em cima e embaixo (inglês) das placas. Por exemplo: 'Salamat Datang' (bem-vindo), 'Keluar' (saída), 'Pintu' (porta), 'Jalan' (rua) e algumas outras.

Não fiz muita coisa no primeiro dia por estar morto de cansaço e estar completamente sozinho, os meus amigos Daniela e Anderson que trabalham atualmente em Chennai estavam por vir no outro dia, então apenas dei alguns rolés e à noite tomei umas 2 cervejinhas no Reggae Bar bem pertinho do hotel, onde joguei sinuca com um inglês, não tenho certeza se o nome dele era Richard ou algo parecido, mas eu disse que gostava de Iron Maiden e de Beatles (duas bandas inglesas), ele achou legal.

Na madrugada Daniela e Anderson chegaram e eu tava com tanto sono que eu respondi em inglês completamente bêbado de sono a eles com a porta batendo, teria sido hilário pra alguém que tivesse dentro do quarto. Bom, no outro dia acordamos cedo e fomos tomar café bem próximo do hotel. O engraçado foi ver a rua do hotel completamente vazia e limpa, pois durante o dia aquilo ali fica mais cheio que a 'feira das troca', repleta de chineses vendendo todo tipo de bugiganga. Sabe imitações perfeitas de tudo ou aquele tipo de coisa que você nunca pensou que existisse? Então. Pois nesse café eu ri, ri, ri, de quase chorar porque havia um chinês atrás da gente com aquele sotaque bem 'englaçado' de chinês velhinho, um sotaque de senhor Miagui, pronto, imaginem, e ainda por cima ele soltou um arroto absurdo! (na china arrotar significa um ato de educação, que a comida estava boa). Pois eu comecei a rir descontroladamente e Daniela pedia pra eu parar pois ela estava sentada de frente pro chinês e já não tava mais aguentando prender o riso. Quando a gente menos espera o chinês solta outro arroto de parecer que ia vomitar! Aí eu já tava quase chorando de rir e dizendo a Anderson 'eu sei que ele tem que ser educado, mas ele também não precisa se esforçar tanto e ser tãããão educado assim! HAHAHAAHAHA'.

Pegamos o ônibus hop-on, hop-off que funciona da seguinte maneira. Você paga uma taxa e passa a poder pegar um ônibus que passa a cada 20 minutos em cada ponto turístico da cidade, ou seja, você desce no ponto, vê a atração e espera pelo próximo ônibus, ou caso não queira ver aquela atração, continua sentado no ônibus. Muito inteligente o sistema. Vimos alguns pontos turísticos e tiramos muitas fotos, o ruim é que por 2 vezes nos atrasamos e acabamos perdendo o último ônibus quando deram 6 da tarde. Aqui devo abrir outro parênteses sobre a Malásia. Eu não faço ideia o porquê, mas apesar de orientais com cara de japonês, a grande maioria deles são muçulmanos! Há mesquitas em todo canto cantando aquele moído estranho (que faz você se sentir em Bagdá). E estávamos na época de ramadan que rola no mês de Agosto, ou seja, eles não podem comer nem beber enquanto houver sol! Porém, o mais interessante é que eles são muito modernos, as meninas usavam cada shortinho curtinho maravilhoso que me fazia se sentir no Brasil, aliás, o bom é que tinha muita menina realmente bem feita e com qualidades, se é que vocês me entendem (diferente daquelas japonesas magrelas que estamos acostumados). Enfim, o ônibus encerrou porque tava na hora de comer! Mas pelo menos visitamos as Petronas Towers durante a noite... surreal aquelas torres, quase tenho torce-color de tanto olhar pra cima!

Decidimos então comprar as passagens para Pangkor Island com embarque já às 23h! Voltamos pro hotel, tomamos banho, fomos pro local do ônibus e seguimos viagem a mais de 300km de Kuala Lumpur até a cidade de Lumut onde pegamos o ferry boat até essa ilha. Dormir é para os fracos!

Chegando lá havia restaurante aberto às 4 da manhã, afinal na época do ramadan o malasiano deve poder comer a hora que quiser durante a noite. A mesquita próxima começou com aquele moído escroto outra vez e partimos pra ilha. Pelas fotos vocês devem fazer ideia que aquilo ali é o paraíso na Terra. E é! Nunca vi uma água do mar como aquela, verde e transparente quando você entra nela. Aliás, parece um pouco com a água de Xingó, naquele passeio de catamarã. Mas, aquilo é o mar! O fato interessante que tenho pra contar é que eu atravessei de caiaque até uma ilhota onde conversei com um nativo. Ele perguntou se eu era francês (eu tenho cara de francês?), o nome dele era Tam e ele disse ser de Pera (o mesmo estado onde fica essa ilha), o engraçado foi a reação dele 'aaah! Brasileiro, Ronaldo! Eu adoro Ronaldo!'. Cara, eu não sei se Ronaldo faz ideia de como ele é conhecido, até agora quem eu tive contato nesse mundo nunca vi ninguém que não soubesse quem é Ronaldo (e olha que desde que sempre me perguntam, quando num perguntam eu pergunto só pra confirmar).

No mesmo dia voltamos pra Kuala Lumpur e fomos dar um rolé na noite. Tudo muito iluminado, cerveja, bares, gente na rua até 4 da manhã (sim, dormir é para os fracos!). Agente passou por uma odisseia noturna atrás de um bar belga que tínhamos avistado durante o ônibus hop-on hop-off só porque Anderson havia dito que já provou uma cerveja belga e gostou (Anderson não bebe uma gota de álcool normalmente, tínhamos que achar esse bar a todo custo!). Não achamos o bar e voltamos mortos de cansaço pro hotel. Bom, pelo menos nesse meio tempo o que eu comi de Mc Donalds e Burguer King (só pra comer carne) num está no gibi. Eu acabei por burlar duplamente a Índia. Perdi as comemorações do dia da Independência e comi hambúrguer de carne (eu ri quando vi o anúncio do Mc Donalds, 'muuuuuu 100% beef'). Aquele anúncio causaria uma guerra civil na Índia.

Bom, no outro dia sim, conhecemos Kuala Lumpur de verdade. Estávamos mais descansados e andamos a cidade toda pra lá e pra cá de trem. Visitamos o máximo de lugares que conseguimos e já estávamos tendo a noção de que lado ficavam as coisas, como se já estivéssemos em Kuala Lumpur há dias, a frase de Daniela exprimia perfeitamente: 'de repente Kuala Lumpur ficou pequena!'. Foi muito bom ter a sensação de ter explorado a cidade de verdade, mesmo sabendo que com certeza devem ter muitas outras coisas pra ver. A coisa mais sensacional de se ver obviamente são as Petronas Towers, aquilo ali é incrível tanto de dia quanto de noite.

Eu encerrei a viagem indo cedinho no outro dia de volta pra estação principal KL Sentral (onde fomos umas mil vezes) e peguei meu ônibus até o aeroporto (ah sim, eu vi onde fica o circuito de formula 1, fica relativamente próximo do aeroporto). Devo dizer que a Malásia é incrível. Eu sei que eu deixei de contar muitas peculiaridades de cada lugar que vocês puderam ver nas fotos, mas deixarei isso pra contar pros meus amigos na mesa do escondidinho! (na verdade é que eu to morrendo de sono e já digitei uma redação enorme e não quero espantar leitores!). Espero que vocês tenham gostado e tenham (junto com as fotos) feito um pouco dessa viagem junto comigo! Até mais, se você lê e gosta então fico bastante feliz e grato! Um abraço!

domingo, 7 de agosto de 2011

Net boa!

Olá pessoal! Finalmente coloquei uma internet realmente boa! 4Mbps a 1000 Rs. (R$35,00) por mês, muito barato! Agora o mais engraçado é a instalação dessa internet... sério pessoal, se vocês já estiveram na Bahia e acharam que lá tudo é muito armengado, vocês têm que vir pra Índia, a Bahêa é fichinha comparado a isso aqui. A internet é um cabo que vem da janela! Sim! Um cabo que sai do topo do prédio onde a internet está instalada e vem até meu computador pela janela! Agora está explicado o que são aqueles fios que saem dos prédios (alguns prédios mais altos que 12 andares, uns 25 andares) para outros.

Voltando à missão Índia. Na segunda-feira fui num supermercado Haiko. Tem de tudo lá e é razoavelmente perto daqui, na verdade eu acho perto, mas todo indiano acha um absurdo porque às vezes eu não pego um rickshaw pra ir lá, mas eu sempre respondo 'Ah vá! É uma distância andável!' (uns 20min caminhando). Aliás, não sei se eu já contei aqui o como os indianos enchem meu saco porque eu como cerais, pão, queijo, leite, essas coisas que muito brasileiro come no jantar. Tá certo que eu queria comer cuscus com calabresinha frita, mas num vou achar o cuscus e muito menos a calabresinha. Mas sério! É um saco o 'Porque você come isso no jantar?'. Eu cresci comendo pão com queijo e tomando leite com Nescau (oh o jabá de quando o blog ficar famoso!) no jantar e estou muito bem até hoje!

Na terça-feira foi quando ocorreu a instalação da internet. O ruim foi o começo do dia. Eu sabia que esse dia ia chegar, sim, eu sabia... o dia em que eu iria esquecer o meu ID card (cartão de identificação da empresa que eu uso pra abrir as portas, etc.). Pensem na raiva. Todo dia eu tomo muito cuidado para não esquecê-lo, mas eu sempre soube que um dia isso ia acontecer. Então eu tive que ficar no ônibus, voltar pra casa, ver que o cartão estava no chão (na verdade eu derrubei ele sem perceber) e esperar pacientemente até 11h30 para pegar o segundo turno do ônibus (aqui você pode escolher pegar o ônibus das 8h30 e voltar 18h30 ou pegar o de 11h30 e voltar 21h30). Mesmo com alguns indianos vindo perguntar 'ah, soube que você esqueceu o cartão hoje' e eu só pensando 'caralho, a rádio pião aqui é tensa!', no fim do dia eu dei uma de joão sem braço e saí no turno das 18h30 (eu entreguei o resumo diário a tempo, por que não?). Bom, não vou esquecer o cartão mais, agora sempre ponho ele na minha mochila assim que deixo o escritório (boa Leonardo!).

Na quarta-feira e quinta-feira nada muito relevante aconteceu. Bom, as comidas da cantina já estão virando padrão, eu sei que falta eu provar algumas coisas, mas sério mesmo, comida indiana num é lá essas coisas, tudo é apimentado (pela milésima vez), e o que eles chamam de doce é levemente doce beirando o 'tá faltando açúcar nessa porra aqui!'. Eu ainda vou tentar provar algum restaurante sofisticado de comida indiana para ver se é uma questão de nível.

Na sexta-feira (o dia da alegria, já que há uma 'lei' entre meus colegas de trabalho de irmos almoçar fora) fomos comer pizza no Dominos. Foi engraçado aquela roda de indianos conversando e tal. Eu fiquei na minha, teve até uma amiga que pediu pro povo falar inglês pra que eu num ficasse excluído, mas eu num tava muito aí pra conversa não, eu queria era comer a porra da pizza deliciosa, gostosa, oh-my-god-it's-non-spicy! (meu Deus, não é apimentada!). Agora, cabe dizer que por enquanto ao mesmo tempo indiano pensa que sou meio bestão (ah, dá um desconto, eu num sei falar hindi, quer o que?) eles não são tão maliciosos. Racharam o bico, se acabaram de rir porque eu fiz um trocadilho com o nome de um carinha lá. Eu sei que o assunto da conversa era apelidos, como é meu apelido no Brasil (eu expliquei que o apelido 'leo' - com pronúncia 'lio' - é o apelido inglês do meu nome, mas no Brasil me chamam de 'léo'). Enfim, o nome dele é Dahval, e em hindi a palavra Pahgal equivale a doido ou idiota, algo do tipo. Aí eu disse que eu poderia chamar ele de Pahval! (a junção dos dois nomes). Se acabaram de rir com aquilo.

Eu também queria sair metralhando apelidos sacanas em português em todo mundo, mas ninguém ia entender mesmo e eu acho isso anti-ético. Mas que eu fiquei rindo sozinho fiquei (é que eu queria apelidar um cara de cabeção, outro de cabeça-de-rapa-côco, entre outros apelidos piores ainda). Sério, tá eu sou bestão, eu fiquei rindo sozinho imaginando esses e outros apelidos naquele povo.

Na noite da sexta-feira eu recebi a visita de um amigo indiano de um brasileiro que estava aniversariando nesse dia (o Eliabe). Como ele trabalha no mesmo complexo que eu, ele me acompanhou até minha casa e de lá foi comigo e com o Tiburce (meu colega de apartamento) pra um Mc Donald's num sei aonde (eu tomei umas cervejinhas e liguei o foda-se). O engraçado é que o indiano que tava com a gente é todo moderninho, bebe, fala de mulher, etc. Bom, dessa vez não comi um Chicken Maharaja Mac (chega né Leonardo!), só fiquei beliscando batatinha. Dali fomos numa boate que era dentro do mini-shopping onde ficava esse Mc Donald's. Foi bem divertido, dancei, ri, falei com mais brasileiros (no total eram 5: eu, Eliabe, Jéssica, Gustavo e Gabi). Eu me achava muito duro pra dançar música eletrônica, mas até meu dois pra cá dois pra lá é muito mais fluente que os gringos dançando, sério! Os brasileiros realmente têm molejo!

Bom, de lá voltamos pro meu apartamento com nosso amigão peruano e sua namorada russa (já viraram meus brothers), além deles um latino americano (esqueci o país dele) e uma americana, eles ficaram um tempo no nosso apartamento pra finalizar a night, afinal a boate fechou 1h20 (hora em que as coisas começam, não?). Antes de ir dormir eu fiquei um tempão conversando com o indiano que veio dormir com agente, foi bem legal, era muito difícil de entender ele porque ele é meio gago no inglês e tenta sempre falar muito rápido (além do velho sotaque indiano). Tirando isso ele é legal. Aliás, ele me falou umas besteirinhas em alemão e eu entendi perfeitamente, o sotaque dele tava ótimo, isso reforça minha teoria que o povo aqui aprende esse sotaque 'errado' num sei de onde. Pra vocês entenderem, a palavra 'we' (nós) eles falam 'vi' invés de 'ui', 'what' (o quê) eles falam 'vat' invés de 'uót' e uma série de outras coisas que muitas vezes você acaba não entendendo porra nenhuma do que eles tentam lhe dizer em inglês.

No sábado além de estar moído do dia anterior eu tava afim mesmo de ficar na minha e ver uns filmes. Comi uma pizza Dominos no almoço e assisti dois filmes ('Sucker Punch' e 'Battle Los Angeles'). Já no domingo eu acordei com vontade de cozinhar, de comer algo brasileiro! Então fui no Haiko e comprei algumas coisas. Fiz um frango frito com cebola no óleo e manteiga, batata frita e arroz branco soltinho! Sério, ficou muito bom! Eu devo ter levado umas 2h fazendo porque eu fiz uma coisa de cada vez pra não queimar, afinal eu não tenho tanto tempo de prática assim na cozinha! Comi até ficar cheio! Assisti mais um filme ('I am number four') e um pouco de 'Lie to Me').

Leitores, não se desesperem! Eu não saí esse fim de semana e assim não tive tantas coisas interessantes pra escrever aqui, mas me aguardem! Essa quarta à noite pego o avião pra passar o feriado da independência da Índia num lugar muito legal. Vou para Kuala Lumpur, capital da Malásia, na terça-feira escreverei como foi a experiência. Não deixem de ler o blog! Um enorme abraço transatlântico a todos os meus amigos no Brasil, um feliz dia do amigo! Sinto uma falta enorme de todos vocês! Até mais!