Olá pessoal! Vamos a mais um fim de semana em Mumbai! De quando voltei da Malásia até a sexta-feira nada muito importante aconteceu a não ser a decoração dos festejos da independência da Índia que estava por todo o escritório (seria legal se eu tivesse tido a oportunidade de me dividir em dois e deixar um metade aqui curtindo as comemorações). Uma decoração bem interessante com as cores da bandeira da Índia (laranja, branco e verde).
Na sexta-feira recebi a visita de uma pernambucana que mora em Bangalore, uma cidade mais ao sul da Índia. Ela havia feito uns contatos para se hospedar aqui e acabou não dando certo, eu acabei por ajudá-la hospedando ela aqui em casa. De cara já foi muito legal ouvir aquele sotaque pernambucano característico ao telefone quando ela veio me pedir informações de como chegar até minha casa. Com certeza um sotaque mais familiar que dos outros brasileiros que vivem aqui. O nome dela é Natália.
Nesse dia fomos até a casa do Eliabe, que fica pro lado de Andheri. O problema foi que o Eliabe me passou o endereço da rua com um espaço que não existia (Jeeja Mata road invés de Jeejamata road), o que acabou por burlar meu google maps e fazer com que levássemos mais que o dobro do tempo pra achar o lugar. Bom, chegando lá conversamos com ele por um tempo e foi onde eu descobri o porquê do meu google maps ter falhado em achar o local. A volta foi muito mais rápida e levamos menos de meia hora pra chegar.
No sábado eu dei uma de guia turístico e levei a Natália e o colombiano que está temporariamente hospedado aqui pra conhecer Churchgate e alguns pontos turísticos (Mahalakshmi temple, Gateway of India, Taj Mahal Hotel, essas coisas), foi muito legal e ótimo ter almoçado mais uma vez no café Mondegar (onde fui num dos primeiros dias aqui com o Anderson e o outro colombiano John, lembram?). Nesse meio tempo eu tive a oportunidade de botar moral num taxista que tentou dar aquela robadinha básica na gente. A Natália perguntou quanto tempo ia levar até chegar num lugar lá, e o taxista notando que se tratavam de gringos já foi mandando o 'fifty Rupee!' (50 rúpias), aí foi que eu respondi em hindi 'Tumku kya mee pahgal lagta huin? Meter! Meter!' ('Tá pensando que sou louco? Taxímetro! Taxímetro!'). Num instante o cabrinha disse algo do tipo 'Tá tá! Meter, meter...'. Nem me senti! Botei moral no fi-duma-égua oxente! A corrida custou 30 rúpias.
À noite saímos pra encontrar alguns outros brasileiros, só que num deu nem pra conversar muito com eles, era uma balada e eu num tenho saco pra ficar conversando gritando com o povo, e ainda por cima eu estava puto porque eu estava fedendo e tinha pisado em merda na rua. Espero em breve ter a oportunidade de conhecer melhor os outros brasileiros que moram aqui.
No domingo eu não acompanhei a Natália e o colombiano Wilmar no passeio deles porque eu pretendia lavar e passar umas roupas. Só que eu resolvi deitar na cama pra descansar só um pouquinho... o problema é que esse pouquinho foi a tarde toda! Dormi que sonhei. Então só acabei as tarefas domésticas lá pela noite. Eu havia prometido a eles que ia cozinhar, e foi aí que eles tiveram que esperar pacientemente eu ir no supermercado, comprar frango, fazer o frango, esquentar o arroz e fritar as batatinhas! Além de fazer um brigadeiro. Foi bem legal!
No outro dia a Natália foi embora e fez falta, foi muito legal o fim de semana com uma brasileira por aqui. Após um fim de semana bem divertido o mais interessante que tenho pra contar pra vocês é que uma menina comentou que meu sotaque português é engraçado, parece que falo cantando. Eu ri muito porque pessoas de outros estados brasileiros têm essa impressão do sotaque sergipano, e ouvir isso de uma indiana? Foi bastante interessante.
Ah! Eu já ia esquecendo, um fato muito interessante aconteceu na segunda-feira, eu comecei a dar aulas de português no escritório! Sim, com slides e tudo bonitinho! Foi muito legal ensinar as coisas para aquelas pessoas (inclusive dois caras muito importantes do escritório). Um deles pegou a lógica dos números em português e acertou de primeira dizer 'cento e quarenta e um' pra 141. O engraçado foi meu supervisor tentando falar a palavra 'mulher', e eu já previa isso, porque o som do 'lh' é meio difícil de dizer pra pessoas de outras línguas. Eu me senti muito honrado e feliz por ver aquele povo aprendendo português de verdade. Eu vou continuar uma vez por semana dando essas aulas. Não que eu seja obrigado ou esteja achando ruim, muitíssimo o contrário! A ideia foi minha e eu curti muito!
Bom, além da língua eu dei uma 'introdução' à geografia do Brasil. O legal é que no outro lado do planeta muita gente num sabe nem que no Brasil falamos português e que a capital é Brasília, nem mesmo chutar que a gente fala espanhol como muito americano/europeu faz! Muito indiano num sabe nem o que é São Paulo ou Rio de Janeiro, contrariando o que muita gente pensa que essas cidades são tão famosas assim. Enfim, uma amiga minha aqui acha que eu devo ser louco por ter dado a aula tão naturalmente e rindo sendo que dois dos caras mais importantes do escritório estavam assistindo a aula (e eles dois foram os que mais se divertiram, aliás). Mas eu sou meio louco mesmo, eu num sei distinguir importância de pessoas, por mim pode ser alguém famosíssimo ou uma autoridade absurda que eu num fico nem um pingo nervoso ou trato diferente.
Muito orgulhoso por de alguma forma estar sendo um embaixador do Brasil na Índia, eu espero que vocês continuem a ler o blog e a me apoiar nessa experiência tão diferente! Um abraço!
Na sexta-feira recebi a visita de uma pernambucana que mora em Bangalore, uma cidade mais ao sul da Índia. Ela havia feito uns contatos para se hospedar aqui e acabou não dando certo, eu acabei por ajudá-la hospedando ela aqui em casa. De cara já foi muito legal ouvir aquele sotaque pernambucano característico ao telefone quando ela veio me pedir informações de como chegar até minha casa. Com certeza um sotaque mais familiar que dos outros brasileiros que vivem aqui. O nome dela é Natália.
Nesse dia fomos até a casa do Eliabe, que fica pro lado de Andheri. O problema foi que o Eliabe me passou o endereço da rua com um espaço que não existia (Jeeja Mata road invés de Jeejamata road), o que acabou por burlar meu google maps e fazer com que levássemos mais que o dobro do tempo pra achar o lugar. Bom, chegando lá conversamos com ele por um tempo e foi onde eu descobri o porquê do meu google maps ter falhado em achar o local. A volta foi muito mais rápida e levamos menos de meia hora pra chegar.
No sábado eu dei uma de guia turístico e levei a Natália e o colombiano que está temporariamente hospedado aqui pra conhecer Churchgate e alguns pontos turísticos (Mahalakshmi temple, Gateway of India, Taj Mahal Hotel, essas coisas), foi muito legal e ótimo ter almoçado mais uma vez no café Mondegar (onde fui num dos primeiros dias aqui com o Anderson e o outro colombiano John, lembram?). Nesse meio tempo eu tive a oportunidade de botar moral num taxista que tentou dar aquela robadinha básica na gente. A Natália perguntou quanto tempo ia levar até chegar num lugar lá, e o taxista notando que se tratavam de gringos já foi mandando o 'fifty Rupee!' (50 rúpias), aí foi que eu respondi em hindi 'Tumku kya mee pahgal lagta huin? Meter! Meter!' ('Tá pensando que sou louco? Taxímetro! Taxímetro!'). Num instante o cabrinha disse algo do tipo 'Tá tá! Meter, meter...'. Nem me senti! Botei moral no fi-duma-égua oxente! A corrida custou 30 rúpias.
À noite saímos pra encontrar alguns outros brasileiros, só que num deu nem pra conversar muito com eles, era uma balada e eu num tenho saco pra ficar conversando gritando com o povo, e ainda por cima eu estava puto porque eu estava fedendo e tinha pisado em merda na rua. Espero em breve ter a oportunidade de conhecer melhor os outros brasileiros que moram aqui.
No domingo eu não acompanhei a Natália e o colombiano Wilmar no passeio deles porque eu pretendia lavar e passar umas roupas. Só que eu resolvi deitar na cama pra descansar só um pouquinho... o problema é que esse pouquinho foi a tarde toda! Dormi que sonhei. Então só acabei as tarefas domésticas lá pela noite. Eu havia prometido a eles que ia cozinhar, e foi aí que eles tiveram que esperar pacientemente eu ir no supermercado, comprar frango, fazer o frango, esquentar o arroz e fritar as batatinhas! Além de fazer um brigadeiro. Foi bem legal!
No outro dia a Natália foi embora e fez falta, foi muito legal o fim de semana com uma brasileira por aqui. Após um fim de semana bem divertido o mais interessante que tenho pra contar pra vocês é que uma menina comentou que meu sotaque português é engraçado, parece que falo cantando. Eu ri muito porque pessoas de outros estados brasileiros têm essa impressão do sotaque sergipano, e ouvir isso de uma indiana? Foi bastante interessante.
Ah! Eu já ia esquecendo, um fato muito interessante aconteceu na segunda-feira, eu comecei a dar aulas de português no escritório! Sim, com slides e tudo bonitinho! Foi muito legal ensinar as coisas para aquelas pessoas (inclusive dois caras muito importantes do escritório). Um deles pegou a lógica dos números em português e acertou de primeira dizer 'cento e quarenta e um' pra 141. O engraçado foi meu supervisor tentando falar a palavra 'mulher', e eu já previa isso, porque o som do 'lh' é meio difícil de dizer pra pessoas de outras línguas. Eu me senti muito honrado e feliz por ver aquele povo aprendendo português de verdade. Eu vou continuar uma vez por semana dando essas aulas. Não que eu seja obrigado ou esteja achando ruim, muitíssimo o contrário! A ideia foi minha e eu curti muito!
Bom, além da língua eu dei uma 'introdução' à geografia do Brasil. O legal é que no outro lado do planeta muita gente num sabe nem que no Brasil falamos português e que a capital é Brasília, nem mesmo chutar que a gente fala espanhol como muito americano/europeu faz! Muito indiano num sabe nem o que é São Paulo ou Rio de Janeiro, contrariando o que muita gente pensa que essas cidades são tão famosas assim. Enfim, uma amiga minha aqui acha que eu devo ser louco por ter dado a aula tão naturalmente e rindo sendo que dois dos caras mais importantes do escritório estavam assistindo a aula (e eles dois foram os que mais se divertiram, aliás). Mas eu sou meio louco mesmo, eu num sei distinguir importância de pessoas, por mim pode ser alguém famosíssimo ou uma autoridade absurda que eu num fico nem um pingo nervoso ou trato diferente.
Muito orgulhoso por de alguma forma estar sendo um embaixador do Brasil na Índia, eu espero que vocês continuem a ler o blog e a me apoiar nessa experiência tão diferente! Um abraço!
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