domingo, 29 de janeiro de 2012

Alibag Trip


Olá pessoal! E Janeiro de 2012 já tá acabando não é!? Eu não sei se o tempo anda muito apressado esses dias ou se é a percepção do tempo que diminui na mesma proporção que ficamos mais velhos e mais ocupados.

Durante esse mês um acontecimento relevante a ser relatado no blog foi minha pequena viagem num sábado para uma praia longe de Mumbai. O mais engraçado é que eu parei nessa viagem por um acaso, pois o pessoal que me acompanhou, apesar de ser do mesmo escritório, não são do mesmo projeto, ou seja, eu viajei com pessoas que eram meramente conhecidos de vista.

O que aconteceu é que o pessoal do meu projeto iria fazer a mesma viagem numa semana diferente e acabaram desistindo. Mas alguém se confundiu e antes de eu saber da desistência fui orientado a pagar a um sujeito do outro projeto. Só descobri que eu tinha parado na viagem “errada” poucos dias antes. Mas achei melhor ao invés de pedir o dinheiro de volta ir do mesmo jeito, na cara de pau, afinal eu iria conhecer um lugar novo e todo mundo que senta do outro lado do escritório, por que não?

Acordei 5h30 da manhã (pensem no sacrifício!) em Thane (tive que dormir na casa do meu amigo Kishor, para que fosse possível pegar o ônibus àquela hora no escritório). No ônibus foi bem legal, os indianos faziam muito barulho cantando todo tipo de música indiana. Eu fui convidado a cantar umas de Bollywood que eu sabia e também toquei algumas no violão. Rapidamente o intruso do outro projeto já estava totalmente à vontade e fazendo amizade com todo mundo!

No meio da viagem rolou até um bingo. Adivinhem quem ganhou um dos prêmios? Vocês sabem que aquela minha velha conhecida adora me presentear… mas dessa vez eu ganhei Rs. 50/- (R$1,77) tendo apostado Rs.20/- (R$0,71). Indiano é pedreiro viu! Pensei que tinha ganhado pelo menos uma caneca! Mas enfim, todos se divertiram um bocado.

O nome do local é Alibag e levamos pelo menos 6h de ônibus até chegar lá. Paramos numas docas pra pegar um barco até um forte construído numa ilhota a no máximo 1km da costa. O local era muito interessante e bem construído. O mais impressionante é a idade do forte: 900 anos. Mais velho que o descobrimento do Brasil por quase 400 anos! Tenho um velho amigo e sua namorada que passariam horas discutindo a arquitetura do local. Na minha opinião era muito impressionante como tudo era bem alinhado e organizado. Muito aluno graduado em arquitetura não faria um complexo daquele sem a ajuda de um computador.

Todos tiraram muitas fotos enquanto eu não entendia nada do que o guia, que falava igual a um narrador de jogo de futebol de rádio em Hindi, dizia. Algumas pessoas com pena vinham e me resumiam o que o sujeito tinha dito. Mas o que eu mais fiz foi observar cientificamente tudo, foi como estar ao vivo num documentário do discovery. E como sempre nas janelas e observatórios eu ficava imaginando os arqueiros mirando nos barcos inimigos chegando enquanto outros preparam a munição dos canhões.

Na volta de barco me pediram pra tocar violão. Então tinha eu minha plateia de uns 30 indianos, mas o repertório foi mais composto de música brasileira (sim, mandei aquela morena tropicana de sempre, essa música vai ficar famosa na Índia por minha culpa!). No mais os indianos dizem que o português que falo soa muito engraçado, mas ao mesmo tempo bem calmo. Eles chamam de “sweet language” (linguagem doce).

Pegamos a estrada para a praia ainda em Alibag. Joguei muito futebol com minha camisa 9 da seleção. Muitos indianos foram pro banana boat e outras coisas aquáticas, mas eu fiquei só na secura de jogar bola. O engraçado é que indiano não conhece o sistema de “próxima”. Teve uma hora que tinha bem uns 10 indianos de cada lado num espaço que era pra jogar 4 de cada lado no máximo! Por mais brasileiro que eu fosse tinha horas que havia bem umas mil pernas pra tomar a bola de mim. Foi muito engraçado, tinha horas que formava um bolo envolta da bola.

No mais, a viagem foi curta mesmo, apenas um dia e grande parte disso tudo dentro do ônibus. A volta foi muito mais rápida, e ainda bem que eu acabei dormindo e o tempo deu aquele salto. Partimos umas 20h, acordei achando que 20 minutos tinham se passado, mas já era quase meia noite e já estávamos em Thane. Peguei meu trem de sempre pra estação de Kanjur Marg, que é a estação mais próxima da minha casa, eu vou e volto todo dia de lá andando.

Agora estou ansiosamente esperando mais uma viagem pra Chennai, dessa vez tudo pago pela TCS. É a ACE Global Village que vem aí! Um evento parecido com aquela conferência que eu participei logo nos primeiros dias que cheguei aqui na Índia. O bom desse evento é que ele é totalmente voltado ao intercâmbio cultural. Vão haver muitas apresentações, comidas típicas, fatos e histórias vindos de pessoas de 32 países diferentes. Imaginem o pano pra manga que isso vai dar pra ter coisa escrita no blog!

Um grande abraço pra vocês e espero voltar de Chennai com muitas histórias pra contar aqui no blog. Será uma experiência incrível!

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