quarta-feira, 13 de junho de 2012

Viagem ao norte da Índia e fim da experiência.

Olá pessoal! Já há um tempo que não posto no blog, mas finalmente na minha última noite em Mumbai arrumei um tempo para fazer a última postagem em solo indiano. O que tenho para lhes contar dessa vez é sobre o fim formal do meu intercâmbio e a minha jornada de um mês viajando pela Índia, mais precisamente no norte dela.

Lembro que na minha última sexta-feira do escritório eu escrevi algo como estaria sendo meu último dia de trabalho, mas ficou um post cheio de reclamações e de blah-blah-blah-não-quero-mais-saber-de-escritório. Um post muito chato e que depois de ter recebido um presente muito legal dos meus colegas de escritório (um conjunto de miniaturas de instrumentos musicais típicos indianos) resolvi apagar e desistir de postar aquele texto enfadonho.

No sábado eu fiz uma festinha muito louca no meu apartamento, todos os meus bons amigos de intercâmbio e até mesmo as coordenadoras do intercâmbio apareceram. Também apareceu gente que eu nunca vi na minha vida, mas a única coisa que me incomodou foi a ausência dos meus colegas de escritório que nunca fazem nada da vida a não ser trabalhar, dormir e usar facebook. O chato é que todos eles disseram que dessa vez iriam aparecer, mas deram bolo. Mas fazer o quê não é? Não sabem o que perderam!

Do fim de semana até a quinta-feira em que eu peguei meu trem até Chennai eu nem lembro mais o que fiz a não ser contar as horas para que quinta-feira chegasse logo, já estava de saco cheio de Mumbai e mal podia esperar para me livrar de todos os compromissos, inclusive a entrega e formalização do encerramento do meu contrato com meu apartamento.

Recebi muitos "Por que você está indo de trem para Chennai?". Pois, não me arrependo um segundo, me arrependo amargamente de não ter conseguido comprar o trem para a volta. Também acho que seria incrivelmente bom se o Brasil tivesse uma malha ferroviária que ao menos cortasse as capitais. Já teria viajado um monte dentro do Brasil. A viagem de trem de Mumbai a Chennai durou vinte e duas horas, mas pensem se eu não gostei. Achei o máximo! Muito confortável e barato (o equivalente a menos de R$50,00). Com o jantar, café da manhã e almoço gastei um total de cento e cinquenta rúpias (R$5,54 aproximadamente). Tendo um bom ar-condicionado, cama confortável com travesseiro e cobertor inclusos. Tive tempo de ler muito e pensar na vida. Além de ter dormido confortavelmente grande parte do tempo. Aliás, o balanço do trem funciona como uma massagem, é bem gostoso!

Em Chennai fiquei hospedado na casa do meu amigo aracajuano Anderson. Fui numa festinha aqui e ali, mas não fiz nada turístico em Chennai, fui lá mais para ver o pessoal do que por outro motivo. De lá eu peguei um voo para Deli. Lá não pude ficar hospedado na casa dos inter-cambistas do ACE program por um fato curioso. Eles moram num prédio de 4 andares onde a dona do complexo mora no primeiro andar e vive fuçando a vida deles e não permite que eles hospedem ninguém, nem que seja só por um dia. Então fiquei na casa do amigo de um deles. Era um lugar bem legal e com um importantíssimo ar-condicionado (tem feito de 42 a 45 graus Celsius em Deli esses dias). Os inter-cambistas do ACE program de Deli são a Luísa (Venezuela), Juan (Porto Rico) e Cristina (Costa Rica). O amigo do Juan que me hospedou é um indiano conhecido como Jay. Rapidamente fiz amizade com o Jay e ele me levou num clube de salsa onde pude improvisar minhas habilidades de dança em forró numa adaptação para o tal estilo. Foi engraçado, mas pude ver que o comportamento indiano em Deli é outra história. Pude livremente dançar com a indiana que eu quisesse. Nem gostei.

De lá fui com o Jay num clube onde o "trio de Deli" estava. Me diverti aos montes com todos eles. Minha sexta-feira a noite em Deli foi muito boa. Aliás, vamos falar um pouco sobre a capital indiana, é a minha segunda vez nela, mas como dessa vez eu estava sozinho e a pé, eu pude vivenciar mais a cidade. Devo dizer que é uma cidade totalmente diferente de qualquer outro lugar da Índia. Tudo é muito limpo e eficiente. Deli tem um sistema de metrô de última geração, muito confortável e impecável, também com um importantíssimo ar-condicionado. Durante os dois dias que passei andando por Deli eu visitei alguns pontos turísticos e fui a um shopping. Lembro de ter ido assistir ao filme Homens de Preto III, e como estava com minha câmera passei por uma situação inusitada, mas tipicamente indiana. Para comprar o ingresso, eu teria que submeter as baterias com a segurança do cinema. O problema é que o segurança do cinema disse que para submeter as baterias eu teria que apresentar o ingresso para o filme. Já viu não é? Esse tipo de situação já me aconteceu várias vezes, mas a solução infelizmente é ser um tanto quanto grosso e impor o que você precisa fazer. Tive que dizer ao cara do ingresso "olha a segurança é bem ali, por favor me dá logo esse ingresso e você vai poder ver daí mesmo que estou submetendo as baterias na segurança, ok?".

Um outro aspecto interessante sobre Deli é que os jovens namoram! A última vez que vi tantos casais de mãos dadas por aí foi na minha visita ao jardim botânico de Curitiba menos de dois meses antes de vir para a Índia. E os casais que vi são de jovens indianos. Não só nos pontos turísticos que visitei, mas nas ruas e em qualquer lugar. Vocês podem estar se perguntando por que a surpresa, mas para mim acabou sendo um choque cultural indiano. Em Mumbai as pessoas não namoram. Raramente se vê um casal de jovens de mãos dadas ou se tem sequer notícia de que alguém indiano está namorando um outro alguém indiano. Geralmente é aquilo que eu já disse, vivi cercado de pessoas jovens, solteiras e que só dormem, trabalham e usam facebook que do nada *puf*, casadas. Em Deli o estilo de vida parece ser mais ocidental (se bem que acho melhor dizer "fora Índia", porque no Japão e na Malásia as pessoas também namoram).

No sábado o colombiano Wilman (que fez parte do grupo da minha viagem ao norte da Índia) entra em cena e fomos sair por aí em Deli. À tarde fiz um cachorro-quente brasileiro e umas caipiroscas para o "trio de Deli" na casa deles, ficou muito bom e todo mundo adorou. Durante a noite a gente acabou parando numa festa muito louca de uns franceses em algum canto. Nunca vi tanta comida e bebida de graça. Tinha gente de todo canto como sempre. De países africanos até a Rússia.

Naquele dia meu celular ficou sem internet por motivos desconhecidos e eu não consegui achar a casa do Jay que eu tinha a localização salva no google maps, então eu dormi onde o Wilman se hospedou, num apartamento da AIESEC. Mesmo com um ventilador na cara eu suei feito um cuscuz, eles não tinham um importantíssimo ar-condicionado. Na manhã de domingo minha internet misteriosamente voltou ao meu telefone e eu fui na casa do Jay pegar minhas coisas e de lá partimos para a casa do "trio de Deli". Eu e o Wilman passamos uma situação engraçada. Totalmente porcos do dia anterior sem banho depois da festa e nem tomamos banho na casa do Jay porque iriamos suar mesmo, chegamos na casa deles e a eletricidade e água tinham faltado! O que nos restou foi uma cervejinha que ficou gelando desde o dia anterior e que naquele calor e naquela situação estava uma delícia! Depois de um tempão os indianos concertaram o problema e eu pude finalmente tomar um bom banho. De lá parti para a estação de trem.

O próximo destino se chama Amritsar, uma cidade do estado de Punjab, mais ao norte da Índia e que faz fronteira com o Paquistão. Na estação encontrei com a Maricela (Estados Unidos). Pegamos o trem para Amritsar e chegamos no outro dia pela manhã. Lá em Amritsar nos encontramos com o Wilman que tinha pego um trem que tinha partido uma hora antes do nosso. O grupo até então era eu, Maricela e Wilman.

Punjab é o estado de onde vêm aqueles homens de turbante. O clima lá era de calor infernal também. Ali há um histórico de conflitos com o Paquistão. A grande maioria do exército indiano é composto de homens que vêm de Punjab, pois a maioria deles são altos e fortes (mas acho que é mais pela barba, que mete medo nos inimigos!). Lembro que vi um vídeo no youtube de uns homens de turbante e barba num programa indiano quebrando tijolo e fazendo todo tipo de atrocidade com o próprio corpo. Eu me acabei de rir com o povo chamando eles de árabes tanto no título como nos comentários, porque para mim era "que absurdo, eles não são árabes, são de Punjab!". Mas o que soa óbvio para mim não é para quem nunca viveu na Índia, não é?

O ponto turístico principal de Amritsar é o Golden Temple (templo dourado). Milhares de pessoas fazem prece, comem comidas típicas e bebem da água do lago que cerca o templo. O lugar é muito bonito, mas você pode queimar o pé no chão de mármore! Nesse dia também fomos a um outro templo que era mais tranquilo e pacífico, o Golden Temple é lotadíssimo.

A outra atração principal é pegar um carro para Attari, a fronteira entre Índia e Paquistão. Lá acontece todos os dias uma apresentação militar entre o exército dos dois países. Eu não fazia ideia, mas cerca de 20 mil pessoas vão diariamente assistir a essa apresentação, inclusive muitos estrangeiros. Lembro que foi muito engraçado quando a Maricela descobriu que havia a cota para estrangeiros na platéia e o guardinha ficou implicando com o Wilman, pois naquele dia fomos numa loja para fazermos os turbantes Punjab na cabeça, enquanto que a Maricela revoltada ficava dizendo "Você está o julgando pela cor? Que absurdo!" o guardinha falava "Não, você é Punjab!" para o Wilman, e eu só rindo, porque o Wilman estava meio barbudo e realmente parecia um autêntico Punjab. Mas comigo eu tinha uma bandeira enorme do Brasil e os guardinhas foram convencidos de que éramos estrangeiros, e não Punjab.

Um fato chato que nos ocorreu na viagem é que onde procurávamos quarto sempre havia um impasse por sermos dois caras e uma garota. Isso mexia com o imaginário indiano. Eu realmente não sei qual o problema desse povo. Lembro que tive dificuldade de achar um quarto em Amritsar, e mesmo conseguindo um, eu soube com o Wilman que o carinha da pousada perguntou "e aí, o que está rolando entre vocês dois e essa menina aí?". Pensem, nem sequer iríamos dormir ali porque à noite pegamos um ônibus para Jammu, na Caxemira. Aliás, em que lugar do mundo a não ser na Índia tem algo errado dois rapazes e uma moça viajando por aí querendo um lugar pra colocar a bagagem e tomar um banho. Claro que somos só amigos e viajantes, mas na cabeça torta desses indianos, não. Na Malásia e no Japão jamais passei por nenhuma situação desse tipo, e meu grupo era eu e os aracajuanos Daniela e Anderson. Mas fazer o quê, não é? Choque cultural!

De lá partimos para Jammu só para de lá descermos do ônibus e pegarmos um carro para Srinagar, uma cidade mais ao norte (sim, no meio dessa viagem fomos até quase o extremo norte da Índia). Em Srinagar estávamos interessados em alugar um quarto numa casa-barco. No balcão de informações turísticos encontramos um rapaz indiano todo bombadinho e barbudo, todo todo pra cima da Maricela, com um incrível sotaque americano. Dizia ele "ah, eu morei em Boston, no caminho eu posso contar a história". Toda vez que eu tinha oportunidade eu tirava onda para a Maricela cantarolando uma música eletrônica que tá famosa agora "I'm sexy and I know it, I work out!" ("Eu sou sexy e eu sei disso, eu malho!"). Procuramos outras opções, mas tivemos que ficar com a casa-barco do indiano de Boston.

Continuamos a subida até chegarmos em Kargil. Não tivemos tempo de fazer muita coisa, mas devo fazer uma observação sobre a viagem. Muita coragem é requerida, porque você sobe pela encosta das montanhas a altitudes que podemos usar quilômetros para medir. O exército controla a área não só por causa da proximidade com o Paquistão, mas também porque é realmente necessário um tipo de controle de perto dessa área tão remota e montanhosa. O tráfego à noite é extremamente limitado e durante uma parte do dia só um sentido da pista é autorizado e na outra metade do dia o sentido oposto é autorizado. É necessário também apresentar e registrar o passaporte em alguns pontos de checagem. E no caminho também tive meu primeiro contato com neve na vida. Era uma neve que vem derretendo desde o último inverno. Não podemos dizer que era lá grande coisa, mas aguardem, eu tive meu contato com neve de verdade mais tarde!

Cedo na manhã seguinte pegamos um carro para Leh Ladakh, o ponto principal da viagem que fica a uma altitude de mais de três quilômetros e meio. Lá já começamos a sentir alguns efeitos da altitude como um pouco de tontura aqui e ali, cansaço rápido, etc. Também se juntou a nós, somente lá por ter vindo de avião ,a Luísa. Assim, o grupo ficou completo: eu (Brasil), Wilman (Colômbia), Maricela (Estados Unidos) e Luísa (Venezuela). Ela conseguiu achar uma pousada perfeita, impecavelmente limpa e barata, apenas quinhetas rúpias por dia (R$18,60), isso para dividir com outra pessoa, ou seja, duzentas e cinquenta rúpias (R$ 9,26)!

Estava fazendo muito frio, não estávamos preparados para tanto frio! Agora tenho muitas coisas para falar sobre Leh Ladakh. Não sei nem por onde começar. A cidade é muito limpa e organizada. A comida nos bares era excelente e muito barata. Essa viagem também foi um senhor tour gastronômico.

No primeiro dia em Leh nós alugamos umas bicicletas e fizemos um tour pela cidade. Fomos em alguns templos budistas e fizemos uma boa varredura na cidade. Lembro que no fim do dia subimos uma ladeira enorme (devo dizer que em Leh tudo é uma subida). Ao descer, para fechar o dia, coloquei nos meus ouvidos minha música favorita (Wasted Years, no fim da postagem fica a letra que simboliza totalmente o que senti por essa experiência do intercâmbio como um todo) e me mandei ladeira abaixo. No fim do dia o Wilman achou um restaurante chinês muito bom e no pé da pousada. Eu fiz todos rirem loucamente quando ele falou do restaurante e eu respondi "A gente precisa subir algo??". A noite não foi fácil para dormir porque acho que abusei sem ter ligado para a altitude. Fiquei com dor no peito e na cabeça. Mas valeu à pena.

No outro dia, como vinhamos fazendo, acordamos cedo e pegamos um carro para o Pangong Lake, um lago paradisíaco que fica na fronteira com a China. Totalmente lascado e encarando uma altitude de cinco quilômetros, no meio do caminho começou a nevar! Eu dei um grito em bom português "CARALHO! TÁ NEVANDO!" e a americana Maricela, acostumada com neve, se acabou de rir. Tomei um chai (chá indiano) na cafeteria mais elevada do mundo. Eu sentia como se estivesse dopado, e na ida ao banheiro tive que me segurar nas paredes no caminho.

Depois de descer um pouco nas montanhas chegamos ao lago. Eu estava me sentindo um lixo depois de sete horas viajando de carro nessas estradas onde não existem linhas retas. Mas se valeu à pena? Totalmente! O lago foi a coisa mais bonita que já vi na minha vida. A água era pura, incrivelmente transparente e o lago tinha uma cor de azul com verde muito peculiar. Uma coisa é ver a foto, mas estar ali, ao vivo, depois de tanto sacrifício, foi de lavar a alma.

Retornamos para Leh e mais uma vez fomos comer algo delicioso e barato por aí. No outro dia acordamos cedo e pegamos um carro para visitar os monastérios que ficam a cerca de Leh Ladakh. A paisagem geral de Leh e tudo que fica próximo é absurdamente bonita e surreal, não parece Índia, e tampouco é próximo de nada que eu já tenha visto. Uma das melhores coisas do dia também foi ver vários monges mirins correndo e se divertindo com a gente em um dos monastérios. Devido à proximidade do Tibet, Leh tem uma cultura essencialmente budista, e você encontra muitos livros e referências ao Dalai Lama.

Satisfeitos com a viagem a Leh Ladakh encerramos o dia e finalmente decidimos acordar só um pouco mais tarde no outro dia para iniciarmos a descida e irmos para Manali e de lá para Deli. Pegamos um transporte na mesma agência que vínhamos contratando desde o começo da viagem. O fato engraçado é que um dos caras, um rapaz todo cheio das armadas e todo bem vestido, um típico playboy, era apelidado de "Chapa" pelos amigos, e assim ficamos chamando ele a viagem toda. Mas, só no dia em que fomos visitar os monastérios é que o próprio Chapa nos revelou que o significado de "Chapa" é "Playboy" na língua local. Isso foi um fato que nos fez rir e fez parte de várias piadas internas durante o resto da viagem.

Chegamos em Manali na noite do outro dia (mais de doze horas de viagem). Devo dizer que essa viagem foi um enorme sacrifício no começo, pois durante à noite pegamos temperaturas abaixo de zero e não estávamos tão agasalhados assim. Eu senti um frio terrível e medonho durante alguns trechos da viagem, mas Mamis não se preocupe, se a coisa ficasse mais séria eu pegaria várias roupas na mala para me aquecer, eu aguentei como pude os trechos iniciais, porque mais tarde o clima ficou bem agradável, porque estávamos descendo. É incrível como a altitude exerce uma influência sensível na temperatura.

Também devo dizer que já posso me casar com a neve. Somos íntimos agora! Enquanto ainda estávamos na altitude e cercados de muita neve fofa no caminho para Manali, me bateu uma vontade imensa de ir ao banheiro para fazer o número dois. Então pedi o papel higiênico da Maricela emprestado e mandei um "I can't take anymore, I will do it on the snow!" ("Não aguento mais, vou fazer na neve mesmo!"), rapidamente ela e a Luísa perceberam do que eu estava falando e se acabaram de rir. Lembro que morrendo de frio eu olhava para um lado e outro e nada de achar uma moita ou coisa parecida. Acabei achando umas rochas com um esconderijo perfeito. O problema é que um militar ficou uns dois minutos me olhando, eu parado olhando para as pedras com um papel higiênico na mão só pensando em bom português "OU SEU INDIANO CURIOSO FÉLA DA PUTA, VAI-TE EMBORA QUE EU QUERO CAGAR PORRA!!". Finalmente o militar indiano foi-se embora e eu pude deixar minha marca no Himalaia.

Em Manali nos despedimos da Luísa que teve que ir diretamente para Deli. Então, o grupo estava como no início e passamos uma noite ali. Descobrimos um bar muito bom e barato onde jatamos fartamente, tomamos café da manhã no outro dia e jantamos antes de irmos para Deli. A comida ali é era incrível e provamos muitas coisas diferentes e muito, muito boas. Durante o dia nós só fizemos uma longa caminhada para umas cachoeiras e depois nos preparamos para Deli.

Bom, o resto da viagem é só minha volta direto para Deli e de lá para Chennai. Em Chennai eu pude participar do aniversário do meu amigo John da Colômbia, lembram dele? Aquele mesmo que dividiu a acomodação da TCS comigo e com o Anderson, bem no começo de toda essa aventura. Bom, eu poderia dar mais detalhes sobre o que fiz e dar mais opiniões sobre o que vi, mas tenho que ser rápido. Não quero deixar para postar no Brasil, meu tempo em Mumbai foi curto e corrido e meu voo sai em poucas horas. Espero que tenham gostado da postagem e tenho certeza que tenho muitas histórias para contar e opinião própria sobre tudo isso. Estou aberto para falar sobre toda essa experiência com qualquer pessoa que tenha paciência para me ouvir.

Agora para encerrar, devo dizer que o intercâmbio como um todo foi uma experiência incrível e mudou completamente minha vida. Me sinto um cara muito mais maduro e pronto para qualquer desafio. Tenho certeza que todo esse aprendizado e amadurecimento vai me servir para qualquer caminho que eu escolha daqui para frente. As pessoas me questionam muito e ficam muito curiosas para saber qual o meu próximo passo, talvez porque agora sabem que eu não tenho medo de enfrentar qualquer desafio onde quer que seja. Mas, devo dizer que quero buscar uma independência maior, uma plena independência financeira, mas ao mesmo tempo buscar algo que vá me gerar aquilo que tanto procuro. Então, paciência, o que eu escolher para seguir, seguirei com coragem e disposição! Acredito e sou confiante em mim, não tenho mais tanto medo do que vem pela frente. E que venha a próxima luta! Um grande abraço para todos os leitores desse blog, espero que eu os tenha enriquecido com algum conhecimento de alguma forma!

Segue a letra da minha música favorita e que para mim simboliza toda essa experiência e todas essas viagens que fiz, em um ano, o que eu presenciei e vivi.




Iron Maiden - Wasted Years


Vindo da costa de ouro, cruzando os sete mares
Eu estou viajando, bem longe
Mas agora parece que, eu sou um estranho para mim
E todas as coisas que algumas vezes fiz, não era eu, mas um outro alguém

Eu fecho meus olhos e penso em meu lar
Outra cidade passa, na noite
Não é engraçado como é, você nunca sente falta até perder
E meu coração descansa ali e alí ficará até o dia de minha morte

[Refrão]
Então entenda
Não perca seu tempo sempre procurando aqueles anos perdidos
Encare... tome posição
E perceba que você vive nos anos dourados

Tempo demais em minhas mãos, Eu te tenho em minha mente
Não consigo aliviar esta dor, tão facilmente
Quando você não consegue achar as palavras para dizer, é difícil sobreviver um novo dia
E isso me faz querer chorar e erguer minhas mãos para o céu

[Refrão]
Então entenda
Não perca seu tempo sempre procurando aqueles anos perdidos
Encare... tome posição
E perceba que você vive nos anos dourados












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